Ecologia e Meio Ambiente
|
|
|
Nota
à Imprensa Como biólogo
marinho, especialista em peixes marinhos, e diretor do Instituto Ecológico
Aqualung, me sinto na obrigação de esclarecer o que vêm
ocorrendo no litoral do Rio. |
|
Para que uma criação de
peixes, em viveiros ou em pesqueiros, esteja sempre saudável, são
necessários cuidados com a água (qualidade, volume, modo
de abastecimento, temperatura, oxigênio dissolvido, etc.) o solo
(tipo, topografia do terreno, permeabilidade, etc.) e com os peixes. Neste
último aspecto, vamos explicar um pouco sobre os fungos que podem
atacar os peixes. Fungos são organismos que se encontram
espalhados em toda a natureza, no solo, na água, nas plantas, nos
dejetos dos animais e até em nossos alimentos, se não soubermos
cuidar bem deles. Vivem sobre matéria orgânica como decompositores,
isto é, conseguem partir essa matéria em porções
cada vez menores até que se transforme em pequeninas partes, chamadas
moléculas, as quais retornam ao solo ou à água para
serem absorvidas por outros organismos. Fungos decompositores são
benéficos à natureza. Mas existem também fungos parasitas,
aqueles que atacam outros seres vivos, como as plantas, os animais e o
próprio homem, causando doenças e prejuízos. Fungos que atacam peixes são geralmente
microscópicos, constituídos de filamentos claros ou esbranquiçados.
Esses filamentos são chamados de hifas. Quando nós conseguimos
ver esses filamentos o fungo já está instalado e então
notamos na superfície do corpo do peixe uns nódulos ou pústulas
esbranquiçadas, como algodão. Essas pústulas contém
hifas em grande quantidade e a esse conjunto de hifas chamamos micélio.
O micélio desses fungos produz estruturas responsáveis por
sua reprodução e propagação, isto é,
sua multiplicação, as quais são responsáveis
por espalhar esses fungos na água. Afinal, os fungos também
se reproduzem! Então, ao se reproduzirem, esses fungos soltam na
água inúmeras células que se movimentam (nadam) pois
possuem um "rabinho" e são muito semelhantes aos espermatozóides
humanos! Dessa forma, dá para perceber que essas células
móveis de reprodução (chamadas zoósporos)
podem "caminhar" na água e infectar os peixes. Vejam
bem: todo esse processo nós não podemos enxergar a olho
nú na natureza. Foi descoberto por cientistas que estudam os fungos,
denominados micólogos, com auxílio do microscópio,
instrumento muito utilizado para desvendar os segredos dos fungos, das
bactérias, dos vírus e de outros microrganismos. Todos os seres vivos na natureza possuem
um nome de identificação. É o seu nome científico.
Como exemplo podemos citar o cão (Canis familiaris), o gato (Felis
catus), o tucunaré (Cichla ocellaris), a banana (Musa paradisiaca)
e o próprio homem (Homo sapiens). Os fungos também possuem
nomes e os que atacam os peixes são chamados Saprolegnia parasitica
e Saprolegnia ferax. Doenças causadas por fungos e que ocorrem
na pele são chamadas micoses cutâneas e, no caso dos peixes,
chamamos saprolegniose. Atentem para este nome: não é muito
semelhante ao primeiro nome científico do fungo? É isso
mesmo, o nome da doença já indica o tipo de fungo que causa.
Salienta-se que esses fungos podem atacar também os óvos
dos peixes e assim causarem mais prejuízos ainda. Então,
o que é uma saprolegniose? É uma micose cutânea causada
por fungos do gênero Saprolegnia, caracterizada por apresentar partes
do corpo ou todo ele coberto por micélio abundante e ramificado,
de coloração esbranquiçada como mechas de algodão.
Além desses, outros fungos podem causar doenças em peixes
mas esses são os mais conhecidos. A melhor maneira de evitar doenças,
seja de que tipo for, é a prevenção. Os cuidados
com a criação são essenciais e a inspeção
periódica evita prejuízos desnecessários. Assim,
alguns aspectos que merecem cuidados são: compra de alevinos sadios,
ambiente adequado (solo e água), alimentação balanceada
e ração de boa procedência, quantidade de peixes/capacidade
dos viveiros, etc. O bom criador é, antes de tudo, um aguçado
observador, pois deve desconfiar quando algo não vai bem pela simples
observação de pequenas anormalidades. Exemplos: se muitos
peixes estão na superfície nadando com a boca aberta, não
será sinal de falta de oxigênio? Se os peixes não
estão se alimentando com a ração oferecida, não
será uma indicação de que a ração está
deteriorada? Tudo isso precisa ser verificado e as causas eliminadas. Muitas vezes é difícil combater a saprolegniose quando em estágio muito avançado, isto é, a maioria dos peixes está contaminada. Como explicado anteriormente, os fungos crescem sobre a pele e produzem muitas células de reprodução que infectarão outros peixes. Infelizmente, tem-se que retirar todos os peixes e eliminá-los. Usa-se também, em dosagens adequadas para cada tipo de peixe e a fase de desenvolvimento que estão (alevinos ou adultos) um banho de cloreto de sódio (sal) por tempo determinado. Recentemente, uma pesquisa com alevinos de pacu revelou que a saprolegniose pode ser combatida com três tipos de tratamentos, a saber: com verde de malaquita, com azul de metileno e com cloreto de sódio. É bom lembrar que esses tratamentos precisam sempre levar em conta o ambiente que estão os peixes, a qualidade da água, a temperatura e outros fatores que possam estar comprometendo a criação. Consultar um técnico em piscicultura é o melhor caminho para resolver problemas e evitar maiores danos. Rosely Ana Piccolo Grandi |
|
Ao contrário
do que o homem pensava, os recursos naturais são limitados e a
sua exploração irracional tem demonstrado conseqüências
sérias para o meio ambiente.
|
|
Como praticar o "pesque e solte"?
É fundamental o uso de anzol sem farpa ou
fisga. |
|
Caro pescador, nada é mais desagradável
do que você encontrar latas de cerveja ou refrigerante, vasilhames,
etc, no local que você escolheu para pescar.
|
|
Os manges da costa brasileira se estendem do Amapá
até Santa Catarina, porém grande parte deste ecossistema
já foi alterado ou destruído pelo homem. Muitos fatores
contribuíram para isto, como por exemplo o pensamento dos europeus
que aqui se estabeleceram, de que os manges eram locais insalubres e prejudiciais
ao homem. |
|
A importância das matas ciliares Entende-se por mata ciliar, aquela que
acompanha as margens dos rios, represas e lagos, ou seja, a vegetação
que está próxima as margens destes corpos dágua.
Esta vegetação além de evitar a erosão das
margens (assoreamento), é importante fonte de alimentos para todas
as formas de vida que habitam as águas, influindo assim diretamente
no número de indivíduos e espécies de peixes. detritos vegetais (da margem) => peixe herbíboro => peixe carnívoro Como voce pôde notar no exemplo acima, os peixes carnívoros dependem de forma indireta, dos vegetais disponíveis para a nutrição dos peixes herbívoros. Se diminuir a quantidade de vegetais, a população de peixes herbívoros declinará e, consequentemente o mesmo ocorrerá com a população de peixes carnívoros, ou seja, de forma direta ou indireta, toda a população de peixes de um rio, depende das matas que estão em suas margens! Se voce tem uma propriedade às margens de um rio ou represa, procure plantar algumas árvores frutíferas que serão sem dúvida, uma ótima fonte de nutrientes para os peixes do local. Para evitar a erosão do solo junto á margem, plante grama. A natureza agradecerá, tenha certeza! |
|
Peixes ameaçados e provavelmente ameaçados de extinção "Os peixes são os vertebrados
dominantes nos ecossistemas aquáticos, tanto marinhos como de água
doce. Trata-se do maior grupo de vertebrados, com cerca de 30.000 espécies
espalhadas em todos os continentes, aceanos e mares. Dois grupos principais
podem ser identificados: os elasmobrânquios (peixes cartilaginosos
- tubarões e raias, marinhos) e os teleósteos (peixes ósseos
- marinhos e de água doce).
|
| Tabela I - Espécies ameaçadas de extinção |
| Nome Científico | Nome Popular |
| Heteroconger longissimus | Enguia-de-jardim |
| Cetorhinus maximus | Tubarão-filtrador |
| Carcharodon carcharias | Tubarão-branco |
| Manta birostris | Jamanta |
| Mobula hipostoma | Jamanta |
| Ginglymostoma cirratum | Cação-lixa |
| Rhincodon typus | Tubarão-baleia |
| Pristis pectinata | Peixe-serra |
| Pristis perotteti | Peixe-serra |
| Spintherobolus papilliferus | |
| Glandulocaudo melanogenys | |
| Mimagoniates lateralis | |
| Coptobrycon bilineatus | |
| Hyphesobrycon duragenys | |
| Hyphesobrycon melanopleurus | |
| Phallotorhynus fasciolatus | Guaru, barrigudinho |
| Phallotorhynus jucundus | Guaru, barrigudinho |
| Campellolebias dorsimaculatus | Peixe anual de poça temporária |
| Leptolebias aureoguttatus | Peixe anual de poça temporária |
| Chaetodon sedentarius | Peixe-borboleta |
| Elacatinus figaro | Neon |
| Ptereleotris helenae | |
| Gramma sp. | Grama |
| Centropyge aurantonotus | Peixe-anjo anão |
| Holacanthus ciliaris | Ciliaris |
| Holacanthus tricolor | Tricolor |
| Epinephelus itajara | Mero |
| Heptaterus multiradiatus | |
| Pimelodella kronei | Bagre cego de Iporanga |
| Pimelodella sp. | Bagre cego de Iporanga |
| Trichogenes longipinnis | |
| Trichomycterus paolencis | |
| Hippocampus erectus | Cavalo-marinho |
| Hippocampus reidi | Cavalo-marinho |
| Tabela II - Espécies provavelmente ameaçadas de extinção |
| Nome Científico | Nome Popular |
| Plectrypops retrospinnis | |
| Carcharhinus limbatus | Tubarão galha-preta |
| Carcharhinus maou | Tubarão galha-branca |
| Carcharhinus obscurus | Tubarão fidalgo |
| Carcharhinus plumbeus | Tubarão galhudo |
| Carcharhinus signatus | Tubarão |
| Prionace glauca | Focinhudo, Tubarão azul |
| Carcharias taurus | Mangona |
| Rhinobatos horkelii | Raia-viola |
| Squatina guggenheim | Cação-anjo |
| Oligobrycon microstomus | |
| Rachoviscus crassiceps | |
| Catabasis acuminatus | |
| Pseudocorinopoma heterandria | |
| Sardinella brasiliensis | Sardinha verdadeira |
| Lutjanus analis | Caranho-vermelho |
| Rachycentron canadum | Beijupirá |
| Cephalopholis fulva | |
| Epinephelus nigritus | |
| Epinephelus niveatus | Cheme |
| Mycteroperca microlepis | Badejo-da-areia |
| Neoplecostomus paranaensis | |
| Neoplecostomus ribeirensis | |
| Pseudotocinclus tietensis | |
| Rineloricaria pentamaculata | |
| Pimelodella meeki | |
| Steidachneridion parahybae | |
| Balistes vetula | Peixe-porco |
FONTE: Documentos Ambientais - Fauna Ameaçada no Estado de São Paulo
Secretaria do Meio Ambiente - Governo do Estado de São Paulo